Dubai com desconto!

Para quem pensa ou está planejando uma viagem a Dubai e anda curto de grana mas não quer deixar de visitar os melhores lugares por aqui, uma boa dica é o livro de descontos The Entertainer. São quatro livros diferentes oferecendo cupons de desconto nos locais mais visitados e exclusivos de Dubai.

O livro Fine Dining oferece descontos em restaurantes chiques e bem caros, mas que com apenas um jantar você já paga o valor pago pelo livr e de quebra, ainda ganha descontos para usar em outros locais. O Body possui cupons para spas e salões de beleza, o Family para restaurantes simples a médio preço, locais indicados para quem vem em família, assim como parques aquáticos, esqui e outras atrações imperdíveis), e Kids para parques de diversão de shopping e lojas de praças de alimentação ou que vendem aquelas porcarias deliciosas (Cinnabon, por exemplo) .

O Ski Dubai, os parques aquáticos Wild Wadi e o Aquaventure (o parque aquático do Hotel Atlantis na ilha The Palm) estão no livro Family. Restaurantes caríssimos como o Nobu (japonês) e o melhor e mais famoso brunch de Dubai (Hotel Westin) estão no Fine Dining. Com os cupons, o visitante ganha 50% de desconto! Vale a pena! :)

Os preços dos livros variam entre Dhs 235 e Dhs 295 (US$ 62 a US$ 78), de acordo com o tema escolhido e os livros podem ser encontrados nas principais livrarias de Dubai ou pelo site.

Ficou com vontade de vir a Dubai? Então dá uma olhadinha neste vídeo aqui:

Prepare o bolso e se divirta!


Só em Dubai:a maluca do shopping

Um bom jeito de se informar sobre Dubai, costumes, serviços, idéias ou experiências de pessoas é o site Expat Woman in Dubai. Eu comecei a ler indicado por uma amiga e agora sempre recorro a ele nas horas de desespero.

Dia desses, o assunto do dia no fórum era uma confusão no Dubai Mall.

A história foi mais ou menos assim:

Uma inglesa (?) estava passeando no shopping e resolveu usar um modelito descolado: um top mínimo e um short que mostrava as pernas. Lojas exclusivas, muito espaço para se gastar dinheiro e para quem gosta, um lugar onde se pode passar o dia inteiro. Eu estou fora, porque a última coisa que quero na minha frente é um shopping… Me dá logo um vuco-vuco e vontade de ir embora. Não tenho paciência: entro, compro o que quero e vou embora. Simples assim. Se tiver o que quero em loja de rua, melhor ainda. Me poupa tempo e dor-de-cabeça.

Mas voltando à maluca do shopping… Reza a lenda que uma árabe abordou a moçoila para dizer que ela não deveria andar naqueles trajes no shopping. De acordo com a patrulheira da moral e dos bons costumes, a mulher estaria vestindo “roupas reveladoras e desrespeitosas”. Imaginem a reação da inglesa???

“Ok. Minha roupa não está adequada?”

Tcharam!

 E começou a tirar a roupa. Isso mesmo: tirou a roupa e ficou só de lingerie.

Se você está achando a situação cômica e não consegue imaginar algo assim acontecendo no Brasil, imagine na Desertolândia onde os costumes são bem mais conservadores que o nosso padrão ocidental?

Conclusão: os seguranças do shopping chamaram a polícia e a inglesa foi levada para a delegacia.

Recalque da patrulheira da moral e dos bons costumes? Pode até ser, mas vale lembrar que aqui não é a nossa casa, então convém que pessoas que têm juízo respeitem as normas e cultura locais (ainda que não estejamos de acordo, pelo menos como uma demonstração de educação na minha opinião…). Dubai não é o melhor lugar para fazer, err… digamos, este” tipo” de protesto.

 A maioria dos shoppings em Dubai exibe  na entrada e dentro deles um aviso ENORME pedindo educadamente aos visitantes usarem roupas discretas e frisam para cobrir ombros e joelhos. Ninguém é obrigado a aceitar, mas se não o fizer, a cadeia tem espaço de sobra. :(  Não que todo mundo atenda ao apelo, mas ficar de lingerie acho um pouco demais, especialmente nesta circunstâncias.

No fim das contas, quem deve ter gostado foram os outros visitantes do shopping. Certamente, foi uma situação inusitada… Eu só espero que a doida tivesse algo bonito para mostrar, porque para ter coragem de tirar a roupa assim, das duas uma: ou é pirada mesmo ou confia muito no taco. Prefiro apostar na 1a alternativa… Haha. :)

E o circo continua. Nunca achei que Dubai fosse me render tanto assunto pro blog…


Leite de camelo?

Uma coisa meio óbvia, mas nunca havia parado pra pensar nisso: leite de camelo. Com sabores!

Conversando com amigos na última semana, eles me contaram sobre esta pérola: em garrafinhas descartáveis, o leite de camelo faz o maior sucesso na Desertolândia como uma espécie de ”Toddynho” local.

O produto está à venda na maioria dos supermercados de Dubai e tem um preço razoável: R$1,50 em média. Há pelo menos 3 sabores disponíveis: natural, morango e chocolate.

Quem provou me disse que o leite é cremoso e leve, mas eu ainda não tive coragem…

Leite de camelo- foto enviada pela Família R.

Já pensou tomar um destes no café-da-manhã? Ou enviar na merendeira do seu filho?

Quer saber mais? A Camelicious te conta! :)


Estranho… Muito estranho!

Lá fui eu esta semana levar minha pilantrinha para um grupo de brincadeiras para bebês em Dubai.

Como o calor está infernal, chegando aos 50 graus centígrados facilmente, a única opção que nos resta é procurar alternativas em locais fechados para que os pequeninos possam se divertir e interagir com outras crianças. As pracinhas estão vazias e assim ficarão provavelmente até o final de setembro, quando o calor deve dar uma trégua e a vida voltar ao normal.

O anúncio estava no clube que freqüento. Música, brincadeiras e interação com outros bebês da mesma faixa etária. Resolvi testar…

Fiquei surpresa ao chegar ao local onde o grupo se reúne e reparar que cada mãe estava em um canto com seu filho. Pensei: “Ok, deve ser porque hoje é o primeiro dia de todo mundo…” Mas não era. Então pensei de novo: “Hum, quando começararem as brincadeiras, as pessoas vão interagir com certeza”. Rsrs. errei de novo!

Sentamos em círculo, mães e crianças. Não havia nenhum pai neste dia… Ao contrário, mais babás do que mães…

Ninguém falava com ninguém! Uma frieza muito estranha… A animadora que organizava as brincadeiras era uma inglesa, que verdade seja dita, até tentava “animar” alguma coisa, mas mantinha distância das crianças. Contato físico zero, nem um carinho em alguma delas… Deve ser medo de processo, só pode.

Minha pilantrinha que virou a relações públicas do bairro e não parece ligar muito para convenções, prestou atenção nos 5 primeiros minutos, mas depois resolveu assumir a sua alma autodidata e fazer o que queria. Começou a querer andar, ficou sorrindo para os dois vizinhos no círculo tentando arrumar companhia para sua nova aventura de engatinhar a sala de brincadeiras e começou a dançar baião. Rsrs. Sim, ela agora inventou uma dança em que bate um pé só no chão e parece estar dançando ao som daquela música: “Eu vou mostrar pra vocês, como se dança um baião…”. Hilário. :D

No melhor estilo piriguete, se engraçou para o menino do lado, o único que deu alguma trela pra ela. E deu gargalhadas altas dignas de filme de terror… Diversão para ela nunca é problema…

 Interessante foi perceber que tanto babás quanto mães não interagiam mesmo, os bebês brincavam sozinhos mesmo estando em grupo e ainda olhavam para mim e para a pilantrinha, provavelmente pensando que ela era alguma doida por estar tão alegre e brincalhona. Ou vão me perguntar na próxima semana o que é que eu faço com ela para ser tão divertida…

A minha resposta? Educo e dou atenção. :) Ser mãe é participar…

Se isso fosse no Brasil, imagino a festa de tantas crianças brincando juntas… O corre-corre, a gritaria… Ok, fiquei feliz por não ter gritaria, mas achei o ambiente meio triste. Tomara que na próxima semana o clima esteja menos de enterro…


Revoltante! Argh!

Enquanto eu vivo no meu mundo de Alice (que em Dubai nem é tão de Alice assim, mas tudo bem), não podia deixar passar uma notícia triste como esta: o caso do menino Wesley de 11 anos, baleado ontem dentro de uma escola pública no Rio de Janeiro, minha cidade.

Como filha  de uma professora de escola pública no Rio e tendo tantas professoras na família, sempre ouvi histórias e mais histórias da degradação do ensino, do risco a que alunos e professores são submetidos diariamente, além de outras barbaridades que só quem conhece um professor ou tem filho em escola pública sabe.

Cresci ajudando à minha mãe “imprimir” suas folhas de exercícios em um mimeógrafo (já ouviram falar nisso? Pois é eu estou velha…), gastando do próprio bolso para garantir que estava fazendo a sua parte: ensinar. Ela continua assim, não desistiu de tentar melhorar e ensinar aos que querem aprender, fazendo a pequena parte dela.

No início deste ano, a escola onde minha mãe trabalha foi apedrejada por alunos da própria escola e outros adolescentes que não estudam lá. Professores e alunos que estavam nas salas foram obrigados a se proteger de uma chuva de pedras e pedregulhos que os “cidadãos” (será que posso chamá-los assim?) arremessavam com o simples intuito de se divertir e machucar quem estava na escola tentando aprender ou tentando ensinar.

O que foi feito? Uma promessa do governo de que seriam instaladas grades de proteção para que as aulas pudessem continuar. Isso aconteceu no início do ano, e me perguntem e já colocaram as tais grades? Ha-ha. Realmente sonhar não custa nada…

A necessidade de enjaular pessoas de bem já é um absurdo, porque só assim conseguem ter vida “normal”. Agora vem esta história do menino que foi atingido no coração por uma bala perdida em uma escola onde 2 ou 3 crianças já haviam sido mortas (dentro e nos arredores) por conta da violência.

Quantas mais precisam morrer pra alguém fazer alguma coisa? E o duro é saber que este caso vai virar mais uma estatística, um número ridículo, talvez um pedido de desculpas de um “governante-celebridade” que não vai trazer o filho destes pais de volta.

Este caso é só mais um: hoje foi o menino Wesley no Rio de Janeiro, outro dia foi a Isabela Nardoni em São Paulo, antes disso o João Hélio também no Rio… Meu Deus, não tem fim??? Como estas mães ainda estão vivas e não foram parar em um hospício? Sério, porque eu já estaria há muito tempo em uma camisa de forças… São muito fortes mesmo!

Quando eu leio isso e outros absurdos, dá desespero, tristeza e nojo!!! Nojo do ser humano e nojo da justiça brasileira.

Agora é só esperar pra ver se os direitos humanos vão falar alguma coisa…. Ah, desculpem, me esqueci que os direitos humanos geralmente só aparecem quando a pessoa não presta. O menino que estava estudando pra ser alguém na vida não se enquadra no perfil para que alguma entidade de direitos humanos se manifeste. Duvido que apareça alguém… Esta família vai chorar a dor sozinha e tocar a vida, por que o que se há para fazer?

Que esta e outras famílias que passaram por algo tão triste, consigam se refazer do trauma de alguma forma, tenham fé em alguma coisa nessa vida, para que possam encontrar algum conforto e um pouco de paz depois de sofrerem uma dor como esta. Meu coração está com elas…

Não dá… O mundo está virado de cabeça pra baixo mesmo… :(


Primeira gafe em Dubai…

O título deste post também poderia ser “como não fazer amigos em Dubai” rsrs, mas lá vamos nós, pois a gafe desta vez não foi minha.

Casa nova, bagunça instalada, caixas de mudança espalhadas pela casa. Sabe aquele inferno de mudança? Pois é… Resolvi passar no supermercado perto de casa, dentro do condomínio mesmo, para comprar umas coisinhas urgentes.

Na entrada do supermercado, fui pegar um carrinho de compras e percebo que duas brasileiras conversam e tentam desengatar um carrinho da fila, mas não conseguem.

Nota: Ao avistar brasileiros no exterior falando português, aja normalmente, como se estivesse no Brasil. E de preferência, fique quietinho pois provavelmente você vai dar umas boas risadas ouvindo o que eles falam (brasileiros têm a mania de pensar que ninguém no mundo entende português e que não há brasileiros no exterior como eles).

Educadamente, pego o meu carrinho que consegui soltar pegando lááá do meio da fila e passo para as duas brasileiras. Elas provavelmente pensaram que eu era árabe e me agradeceram em inglês. Eu só respondi com um gesto, um sorriso, mas sem abrir minha boca. Eu já sabia que ia testemunhar uma gafe…

Peguei um outro carrinho pra mim e entrei na primeira fileira do supermercado: verduras e legumes. Meu marido estava empurrando o carrinho com nossa filha, e eu empurrando o carrinho do supermercado. E lá estavam as duas brasileiras.

Neste momento, meu marido que estava mais à frente e não sabia que as duas eram brasileiras, pediu licença para poder passar com o carrinho de bebê, pois o carrinho das moçoilas estava fechando a passagem. Como ele não parece brasileiro, as duas retiraram o carrinho e depois que ele passou, soltaram a seguinte pérola bem alto e em português, crentes que ele não entenderia:

- Nossa, que gente mal-educada. Cara feia pra mim é fome. – e começaram a dar aquelas risadinhas malignas…

Rá! Não disse que era melhor ficar quieta pra “pegar” a gafe? Esta dica é infalível. Rsrs.

Como meu marido já estava lá na frente e não ouviu, eu que estava logo atrás percebi a gracinha e não consegui ficar quieta. Como eu odeio barracos (eu sou pobre, mas sou fina, tá? ;) ), parei do lado da mulher linguaruda e fiquei olhando até ela perceber.

Sabe quando você está conversando com alguém, e de repente percebe que alguém está te olhando? Pois é. Eu parei bem do lado dela e fiquei lá até ela perceber. Quando a “educada” se deu conta, eu só disse EM PORTUGUÊS calmamente:

- Não é fome, não. Na verdade, ele só queria passar e seu carrinho estava atrapalhando… Uma pena que você seja assim… Tem que fazer falta de educação e fofoquinha até longe do Brasil? Tsc, tsc, que coisa feia!

E ela ficou roxa, toda sem graaaaça, eu tinha acabado de fazer uma gentileza cedendo o carrinho de compras e ela foi ficar de picuinha logo com o meu marido? Deve ter pensado: “Putz, mandei mal…” Haha. Realmente ela não estava no dia dela… Aí, sem reação se desculpou e eu disse:

- Olha, tome cuidado. Aqui há muito mais brasileiros do que você pensa…

Eu segui mentalmente assobiando e pensando: “Por que o povo tem mania de fazer falta de educação e comentários grosseiros em português para impedir que o outro tenha o direito de responder?” Aliás, falta de educação dupla: falar um idioma que o outro não entenda de propósito e fazer comentário grosseiro.

Parece que dinheiro não compra educação, né? Tem gente que pode ficar milionário, mas a educação… Ui. Sofrível…

E um amigo ainda me disse: esta você devia colocar no blog, mas o título deveria ser “como não fazer amigos”. Logo eu, que sou tão quieta… :)

Na boa? Estou dispensando amigos deste tipo… Prefiro ter poucos e bons. Sábio era o vovô, que dizia: “Você não pode dispensar o mundo todo, mas meia dúzia você bem pode”. E viva a sabedoria secular dos nossos avós… :)


Mais uma brasileira em Dubai…

Pois é, sumi de novo mas como sempre acabei de retornar dos meus afazeres domésticos e não-domésticos.

Nossa família acaba de desembarcar em Dubai, minha nova moradia nas Arábias.

Para comemorar a nova casa, um layout novinho em folha todo personalizado feito pela querida Flor, que foi indicado pela grande amiga Barbrinha.

Bahrain ficou para trás, mas deixa muitas saudades de pessoas queridas, lembranças marcantes e como um lugar amigável que me acolheu de braços abertos após uma rápida passagem por Istambul.

Agora mais uma nova casa pra colocar na minha lista de moradias. Eita, vida cigana esta minha… :s

Dubai é cidade grande, cheia de brasileiros e pessoas de todas as nacionalidades possíveis, e vai render muitas histórias. Que aliás, alguns apuros e situações engraçadas que já passei em poucos dias já estão na lista…

Então sentem que lá vem história… :)


Ilhas artificiais
Todo mundo já deve ter ouvido falar da febre de ilhas artificiais no Golfo Pérsico. Provavelmente, pelo menos, no “The Palm” em Dubai. Mas Bahrain também não fica atrás.
Enquanto o minúsculo território vai se expandido pelas águas do Golfo, o meio do país continua areia pura.
Eu não entendo por que não investir um pouco e tornar o interior mais habitável. Todo mundo quer morar perto da água, à beira do mar, mas parece que ninguém está ligando muito para o efeito destas obras a longo prazo.
As ilhas mais famosas em Bahrain são Amwaj, que já foi aterrada e encontra-se em processo de construção de edifícios e urbanização, Durrat, e a novidade: Diyar.
Estas áreas são chamadas de free holding, que basicamente significa que qualquer pessoa de qualquer nacionalidade pode adquirir um imóvel nestes locais. Achou estranho? Pois é, expatriados não podem comprar imóveis em Bahrain, a não ser nestas áreas designadas pelo governo. Além destas ilhas artificiais, algumas poucas localidades oferecem o mesmo benefício (Juffair e Seef são as que tenho certeza).
O objetivo é que mais dinheiro seja investido no país. Como “brinde”, quem compra imóvel em áreas de free holding “ganha” um visto permanente de residência em Bahrain. Parece que em Dubai também funciona assim, mas não tenho certeza…
O luxo é fator predominante. As residências misturam estilo árabe e uma certa modernidade (algumas vezes, com um certo mau gosto, mas gosto não se discute, né?).
A parte boa, além da proximidade do mar, é o ambiente que antes não se via em Bahrain: guaritas de segurança, crianças brincando nas ruas, calçadas para pedestres… A ruim: preços exorbitantes e castigo ao meio-ambiente.
Morri de rir com a reportagem do Fantástico sobre os empreendimentos imobiliários de alto luxo. Reparem no vídeo abaixo (aos 3:36 minutos) um cidadão falando de Bahrain…

E aí, que tal gastar 1 milhão de dólares por uma casa de 4 ou 5 quartos em Bahrain? :) Ou mesmo em Dubai?
Então ficamos combinados: modernidade é destruir o meio-ambiente, né? Aff!
Abraços das Arábias!

Garota-enxaqueca total

Post garota-enxaqueca…

5 minutos que viram 30, ou 1 hora.
Tempestade de areia: casa, carro, tudo sujo.
Como a areia está voando para todos os lados, melhor ficar em casa.
Mas aí, a garota-enxaqueca que vos fala resolve sair porque precisa resolver um assunto inadiável.
O tal “assunto” não se resolve…
Vapor nos ouvidos.
Vou tomar um banho gelado e dormir. Tem dia que é melhor nem levantar da cama, porque até o passarinho na porta de casa resolve “fazer gracinha” com você…

Não entendeu? Não é nada, não. Só um desabafo mesmo…

Saudades de casa… :( Aff!

Alladin, me leva no tapete voador!

Abraços das Arábias…


Empregadas domésticas em Bahrain
Eu nem gosto de usar o termo empregada… Prefiro funcionária, ajudante, acho mais delicado… Mas vou usar neste momento só para facilitar o entendimento da história, já que é delas que vou falar hoje.
Já comentei aqui que as empregadas vêm de países pobres próximos ao Golfo para ganharem a vida como domésticas… Muitas têm até pós-graduação e aceitam este tipo de trabalho porque em seu países de origem não conseguem emprego.
Mas há um fato em Bahrain que me deixa intrigada: a terceirização de serviços de empregadas… E não estou falando de empresas de limpeza e conservação, e sim das próprias empregadas terceirizando para amigas as partes que não gostam ou não podem fazer…
Aí vai uma história pra vocês visualizarem o fato…
Minha ajudante em Bahrain veio do Sri Lanka. Já mora aqui há algum tempo, casou com um árabe e agora a família dela aos poucos está se mudando para cá conforme conseguem empregos.
Dia destes, ela me aparece aqui em casa com outra mulher junto e me perguntou:
-Senhora, você se incomoda de que minha prima me ajude aqui na sua casa hoje?
- Ajude? Como assim?
- É porque tenho um compromisso e assim consigo terminar meu trabalho aqui mais rápido.
Eu disse que não me incomodava, porque na verdade fiquei sem ação na hora… E a auxiliar-de-empregada-doméstica, uma moça muito simpática, por sinal, estava do lado quando minha ajudante me perguntou…
É sempre muito estranho colocar alguém dentro da sua casa sem conhecer, mas como confio na minha ajudante, presumi que ela não traria ninguém para “sujar” sua reputação.
O “compromisso” a que ela se referia, provavelmente era outra casa para limpar. Aqui, existem dois sistemas de empregadas: part-time (diaristas ou horistas) e full-time (aquela que trabalha exclusivamente na sua casa). Minha ajudante é part-time e tem um milhão de empregos.
Aí fiquei pensando: “Será que ela trouxe esta outra para ajudar e não vai pagar nada?” Coitada da moça…
Ok, aí dei mole. Bobalhona: mode on.
Fiquei com pena da auxiliar e paguei as horas que ela trabalhou aqui, mesmo sem eu ter pedido que ela trouxesse “reforço” pra cuidar da minha casa.
Depois percebi que isso é prática comum em Bahrain. Elas terceirizam mesmo o trabalho e se recebem, por exemplo, 5 dólares a hora (que é mais ou menos o valor daqui), cada uma fica com 2,5, ou a ajudante fica com menos. Fiquei boquiaberta…
No início, pensava que isso era uma forma de ajudar as amigas que estavam desempregadas (eu e meu mundo de Alice…), e às vezes, até acho que é isso mesmo. Mas em grande parte, o grande lance é a terceirização.
Em 4 horas de trabalho, as duas limparam tudo, passaram as roupas (tarefa que eu odeio!) e deixaram a casa tinindo. Quer dizer, “tinindo” para os padrões daqui, né? Porque o povo não sabe o que é “lavar” um banheiro ou uma cozinha, mas este assunto já fica pra outro post.
E você, já viu isso onde mora? No Brasil, não me lembro de ter visto, a não ser que nós façamos o pedido pra ajudante, né?
Abraços das Arábias!